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Originalmente,
a Região Hidrográfica do Paraná apresentava os biomas de Mata Atlântica e
Cerrado e cinco tipos de cobertura vegetal: Cerrado, Mata Atlântica, Mata de
Araucária, Floresta Estacional Decídua e Floresta Estacional Semidecídua. O uso
do solo na região passou por grandes transformações ao longo dos ciclos
econômicos do País, o que ocasionou um grande desmatamento.
A
bacia do Rio Paraná, que abastece o reservatório da Itaipu Binacional, abrange
seis Estados brasileiros e o Distrito Federal. Sua área até a confluência com o
Rio Iguaçu, de 820.000 km² inclui a região mais industrializada e urbanizada do
Brasil. Concentra um terço da população brasileira em centros urbanos como São
Paulo, a maior cidade da América Latina. É a bacia hidrográfica com a maior
capacidade instalada de energia elétrica do país e também a de maior demanda.
Existem 57 grandes reservatórios na bacia. As usinas com maior capacidade
instalada são Itaipu, Furnas e Porto Primavera.
Seus
principais afluentes são os rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema e
Iguaçu. O crescimento de grandes centros urbanos, como São Paulo, Curitiba e
Campinas, gera uma grande pressão sobre os recursos hídricos.
Há
um grande consumo de água para abastecimento, e também para indústria e
irrigação. Já a poluição orgânica e inorgânica (efluentes industriais e
agrotóxicos) e a eliminação da mata ciliar contribuem para a degradação da
qualidade da água de grandes extensões dos principais afluentes do trecho
superior do Rio Paraná.
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A
energia é um tema estratégico da comunidade internacional, desde metade do
século passado, dentro do conceito de desenvolvimento sustentável e de um uso
mais eficiente dos recursos naturais e considerações da preservação do meio
ambiente. Poucas questões são mais estratégicas do que o tema da energia
Atualmente, há uma pluralidade de geopolíticas a considerar quando se analisa a
competição econômica e tecnológica em andamento.
Na
matriz de OIE do Brasil de 2012, o petróleo respondeu por 39,4%, o gás natural
por 11,5%, e o carvão mineral por 5,4%, perfazendo um total 56,3% de
combustíveis fósseis. Nas fontes renováveis, a hidráulica contribuiu com 13,9%,
os produtos da cana com 15,4%, a lenha com 9,1% e outras bioenergias com 3,9%,
somando 42,3% de renováveis. A participação da energia nuclear ficou em 1,4%.
Considerando apenas a matriz de Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) – um
subconjunto da matriz de OIE -, em 2012, a oferta hidráulica respondeu por
77,5%, a biomassa por 5,9% e a eólica por 0,8%, somando 84,2% de renováveis.
Nos combustíveis fósseis, o gás natural respondeu por 7,3%, os derivados de
petróleo por 2,8%, o carvão por 1,5% e gases industriais fósseis por 1,6%,
resultando em 13,2% de fósseis. A geração nuclear ficou com 2,7%.
Hidrelétricas
O
Brasil possui uma matriz de energia elétrica que conta com a participação de
77,1% da hidroeletricidade. Energia proveniente de 140 usinas em operação, com
perspectiva de aumento do uso dessa fonte. Ao longo dos últimos 30 anos, o País
evitou a emissão de cerca de 800 milhões de toneladas de CO2 equivalente por
meio do uso de etanol como substituto ou aditivo da gasolina. O Brasil usa energia
hidrelétrica desde o final do século 19, mas as décadas de 1960 e 1970 marcaram
a fase de maior investimento na construção de grandes usinas. Devido a essas
opções feitas no passado, o País abriga hoje a maior hidrelétrica do mundo em
geração de energia. Inaugurada em 1984 depois de um acordo binacional com o
Paraguai, a Usina de Itaipu tem hoje potência instalada de 14 mil MW, com 20
unidades geradoras. Essa capacidade é suficiente para suprir cerca de 80% de
toda a energia elétrica consumida no Paraguai e de 20% da demanda do sistema
interligado brasileiro.
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Estudo
de pesquisadores da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia
(Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostra que barragens
de hidrelétricas produzem quantidades consideráveis de metano, gás carbônico e
óxido nitroso, gases que provocam o chamado efeito estufa.
Em
alguns casos, elas podem emitir mais gases poluentes do que as próprias
termelétricas movidas a carvão mineral ou a gás natural. Segundo o geógrafo
Marco Aurélio dos Santos, um dos autores do estudo, três fatores são
responsáveis pela produção desses chamados gases quentes numa hidrelétrica: a
decomposição da vegetação pré-existente, ou seja, das árvores atingidas pela
inundação de áreas usadas na construção dos reservatórios; a ação de algas
primárias que emitem CO2 nos lagos das usinas; e o acúmulo nas barragens de
nutrientes orgânicos trazidos por rios e pela chuva.
“Ao
contrário do que imaginamos, a emissão de gás carbônico e de metano não acaba
com a decomposição total da vegetação pré-existente no lago da usina. Há uma
renovação constante na produção desses gases, com a chegada de novos materiais
orgânicos trazidos pelos rios e pelas chuvas, que são decompostos pelas algas
primárias”, explica.
Apesar
de produzirem muito menos poluentes que outras fontes de energia e não
produzirem dejetos tóxicos ou radioativos, como as usinas nucleares, as
hidrelétricas são responsáveis pelo alagamento de grandes áreas, podendo causar
impactos socioambientais. Outro problema, é o econômico: "Muitos
ribeirinhos tiram seu sustento do rio, da pesca. Se a construção da
hidrelétrica altera o ciclo dos peixes, a pesca será afetada", alerta
Erik. Ele comenta que, por mais que sejam construídas estruturas que permitam
que os peixes subam o rio no período da piracema, por exemplo, existem grandes
chances de o ciclo ser alterado, trazendo prejuízo para a fauna local. Quando
uma área é alagada, espécies animais e vegetais são afetadas. "A situação
é mais crítica com espécies endêmicas, que habitam apenas aquela região",
comenta. Muitos vegetais e animais são retirados da área alagada, antes do
represamento do rio, mas, em muitos casos, essa retirada não é suficiente.
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